Autismo: saiba o que é, suas causas e como identificá-lo

Muito se fala sobre o Autismo no Brasil, mas pouco se sabe a respeito deste transtorno que, por mais que não vejamos, é mais comum do que parece.

 

Segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que, em todo o mundo, exista um caso de Autismo para cada 68 pessoas (1% da população mundial). Só no Brasil, acredita-se na existência de cerca de 2 milhões de pessoas autistas, que acabam tendo dificuldades para encontrar tratamento devido a falta de conhecimento por parte da população.

Saiba mais sobre o Autismo, como identificá-lo e tratá-lo da melhor forma:

 

O que é o Autismo?

O Autismo é um transtorno também conhecido como Transtorno de Espectro Autista (TEA), que causa em seu portador problemas de comunicação, socialização, linguagem e interação. Infelizmente, ele não possui cura, mas sim um tratamento para que o paciente consiga desenvolver suas habilidades sociais e melhore seu aprendizado.

Devido à falta de informação em relação ao Autismo, ainda sabe-se muito pouco sobre suas causas, mas a medicina acredita que ele esteja relacionado a doenças metabólicas, síndromes, mutações genéticas e outros transtornos de desenvolvimento. Além disso, alguns outros fatores também são considerados indícios: gênero (meninos são mais propensos a ter Autismo), pais mais velhos e hereditariedade familiar. O ideal é que seja diagnosticado o mais rápido possível para que possa haver um preparo dos familiares diante um problema tão sério.

 

autismo

 

Tipos de Autismo

O Autismo reconhece cinco tipos diferentes de transtorno:

  • Síndrome de Asperger: a Síndrome de Asperger é o tipo mais leve de Autismo e atinge, em sua maioria, o sexo masculino.Normalmente, as crianças que possuem esse transtorno costumam costuma ter o QI elevado e se interessar excessivamente por um objeto ou assunto em específico.
  • Síndrome de Rett: a Síndrome de Rett atinge principalmente o sexo feminino e tem algumas características específicas, como por exemplo, a criança não responde socialmente, torce as mãos, tem dificuldade para se expressar verbalmente e o crescimento da cabeça diminui significativamente.
  • Transtorno Autista: o Transtorno Autista possui as características ditas anteriormente, como dificuldade de socialização, repetição de comportamentos e dificuldade de se expressar verbalmente.
  • Transtorno Desintegrativo da Infância: O Transtorno Desintegrativo da Infância é o mais grave e o menos comum de todos os tipos de Autismo. Nele, a criança entre dois e quatro anos de idade pode perder suas habilidades de socialização, expressão e aprendizado adquiridas no começo da infância e pode nunca mais recuperá-las novamente.
  • Transtorno Invasivo do Desenvolvimento: No Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, a criança tem dificuldades de interação social, repetição de comportamentos menor e expressão verbal um pouco melhor que no Transtorno Autista.

 

Como reconhecer os sinais de Autismo?

Mesmo que o Autismo seja um pouco complicado de se reconhecer, principalmente por pais ou professores que não possuem informação sobre a condição, existem alguns sinais específicos que evidenciam a presença do transtorno. São eles:

  • Problemas de socialização: no caso de crianças autistas, a capacidade de percepção do mundo a nossa volta não acontece de forma natural – elas podem não reagir a falas e pessoas ao redor, tendo dificuldades de interpretação de gestos e expressões alheias e de socialização com outras crianças.
  • Problemas de expressão e comunicação: crianças autistas costumam ter dificuldades para falar e gesticular, aprendendo essas habilidades alguns anos depois do normal. Mesmo assim, quando aprendem, ainda têm problemas para combinar palavras e se expressar de forma linear.
  • Repetição exagerada de movimentos e comportamentos: é comum de se perceber também a repetição de movimentos e comportamentos, como mãos batendo, corpo se mexendo, repetição de sons, entre outros.

 

Como tratar o Autismo?

 

 

Infelizmente, como já dito, o Autismo não tem cura, mas são oferecidos alguns tratamentos para amenizar problemas emocionais e comportamentais e também para desenvolver as habilidades de socialização e comunicação da criança. É importante dizer que isso não é feito apenas pelos pais, mas sim por uma equipe especializada que fornece apoio para a família: médicos, pedagogos, psicólogos, entre outros profissionais.

É claro que cada caso é um caso que deve ser analisado individualmente. Alguns dos tratamentos médicos mais comuns são:

Através desses tratamentos, muitas crianças autistas conseguem uma recuperação satisfatória, desenvolvendo suas habilidades sociais e de aprendizado.

 

Sou mãe / pai de uma criança autista. E agora?

 

 

Sabe-se que cuidar de uma criança autista pode ser bastante cansativo para os pais. Por isso, não são apenas as crianças que precisam de apoio, mas também os pais, que devem ter descanso físico e mental.

O primeiro passo é saber que você não está sozinho(a). É importante ir atrás de uma equipe especializada que dará apoio no tratamento de seu filho – uma equipe de vários profissionais estará em contato com a criança para dar todo o suporte necessário. Além disso, procure na internet grupos de pais que passam pela mesma situação, vá atrás de encontros presenciais com essas pessoas, unam-se para conseguir forças e mais conhecimento sobre o Autismo.

Falando em conhecimento, vamos ao segundo passo: nunca pare de aprender. Leia sobre o transtorno, informe-se, atualize-se sobre novas terapias e pesquisas na área. Tudo em prol de uma melhor experiência de tratamento.

Em terceiro lugar, organize uma agenda logo no início do tratamento da criança. Como serão muitas sessões e reuniões de tratamento e monitoramento, o ideal é colocar tudo na ponta do lápis para facilitar o processo.

Por fim, reserve um tempo para descansar e se recuperar. É comum, nesses casos, a chegada da ansiedade, do estresse e da frustração, e até mesmo com um acompanhamento psicológico pode te ajudar.

 

Você é pai / mãe de uma criança autista? Tem alguma dica importante a dar para outros pais que passam pela mesma situação? Compartilhe conosco nos comentários!

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