Inclusão: leia a opinião do cientista social Márcio Rodrigues

 

Nas últimas duas décadas, a educação brasileira pautada em medidas legais sobre inclusão (LDB nº 9394/96, nº 10.098/94, Língua Brasileira de Sinais – Libras nº 10.436/02 e nº 7.853/89) e alinhada a parâmetros internacionais (Convenção ONU Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 2007, Carta para o Terceiro Milênio, Declaração de Salamanca, Conferência Internacional do Trabalho, Convenção da Guatemala, Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes e Declaração Internacional de Montreal sobre Inclusão) vem abrindo os nossos olhos para questão da inclusão. Uma inclusão que permita o acesso, qualidade de vida e também o ensino a todos.

 

Acredita-se que cada um tem seu lugar no mundo e que também pode-se estar em todos os lugares – isso chamamos de mobilidade. Imagine você que, até mais ou menos a metade de década de 1990, pessoas com necessidade especiais não eram incluídas ou não podiam acessar a educação regular. Essas acabavam se desinteressando pela escola, ficavam prejudicadas socialmente e iam para ONGs ou Instituições Filantrópicas de auxílio ao portador de necessidades especiais (Pestalozzi, APAE, etc.).

 

A construção de uma sociedade inclusiva no Brasil e no Mundo está em processo acelerado e todos acabam entrando nele – alguns legalmente e outros buscando conhecer sobre a educação inclusiva e especial. O desconhecimento da legislação de inclusão pode trazer danos e causar da inclusão à exclusão no ambiente da (o) escola / trabalho / cidade.

 

 

No último ano (2017), a proposta de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) foi sobre “Os desafios da educação de surdos no Brasil”, pedindo para que nos posicionemos de forma intervencionista.

 

Estamos todos preparados para uma educação que receba de braços abertos sem fazer distinção?

O que você sabe sobre inclusão ou educação inclusiva / especial?

 

Olhando para o seu cotidiano, tente responder às duas perguntas. Com relação às pessoas surdo cegas, cegas ou surdas, há dois sistemas de comunicação envolvidos: Libras e Braille. O que conhecemos sobre eles? Como funciona cada um? Acredito que já sentiu necessidade de se comunicar com uma pessoa cega ou surda e não obteve sucesso. É, essas linguagens lhe fizeram falta?

 

Ao finalizar o texto com perguntas, tenho o objetivo de abrir novas janelas e olhar novamente o familiar. Ou, como se diz na Antropologia, ao estudarmos alteridade: estranhar aquilo que é familiar. O primeiro passo é o estranhamento.

 

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Texto da autoria do Prof. Me. Márcio Antônio Rodrigues, cientista social e historiador.

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